terça-feira, 18 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Anisia Nascimento - educação: Calagem
Anisia Nascimento - educação: Calagem : ...
Calagem
Autor(es): Antonio Dias Santiago ; Raffaella Rossetto | ||||||||||
Os solos brasileiros são ácidos em sua maioria. A acidez, representada basicamente pela presença de dois componentes - íons H+ e Al+3 - tem origem pela intensa lavagem e lixiviação dos nutrientes do solo, pela retirada dos nutrientes catiônicos pela cultura sem a devida reposição e, também, pela utilização de fertilizantes de caráter ácido. Os principais objetivos da calagem são: eliminar a acidez do solo e fornecer suprimento de cálcio e magnésio para as plantas. O cálcio estimula o crescimento das raízes e, portanto, com a calagem ocorre o aumento do sistema radicular e uma maior exploração da água e dos nutrientes do solo, auxiliando a planta na tolerância à seca. A calagem ainda tem outros benefícios, como: aumentar a disponibilidade de fósforo, já que diminui os sítios de fixação no solo; diminuir a disponibilidade de alumínio e manganês através da formação de hidróxidos, que não são absorvidos; aumentar a mineralização da matéria orgânica com conseqüente maior disponibilidade de nutrientes e favorecer a fixação biológica de nitrogênio. Nas propriedades físicas do solo, a calagem aumenta a agregação, pois o cálcio é um cátion floculante e, com isso, diminui a compactação. A calagem em excesso ou mal aplicada pode ter efeito negativo na disponibilidade de micronutrientes. Por todos os efeitos, a calagem é a prática mais econômica que garante aumentos na produtividade e longevidade do canavial. Para que haja boa incorporação e homogeneização com o solo, a calagem deve ser feita no preparo do solo. Para a cana-de-açúcar, deve-se dar preferência para a incorporação profunda, com arado de aiveca, para garantir o máximo aprofundamento do sistema radicular. A época de aplicação deve ser cerca de 40 dias até dois meses de antecedência ao plantio, dependendo do poder relativo de neutralização total (PRNT) e do poder de neutralização (PN), que são as garantias do produto de alta reatividade. Durante as soqueiras, não haverá mais a oportunidade de misturar bem o corretivo com o solo, por isso, a calagem deve ser bem feita durante o preparo do solo. Outro fator relevante é a escolha do calcário. Se for necessário adicionar magnésio, deve-se dar preferência ao calcário dolomítico (% MgO > ou = a 5). Recomendação da CalagemApesar de a cultura da cana-de-açúcar estar entre as mais tolerantes à acidez do solo, a aplicação de calcário tem se mostrado lucrativa, sobretudo quando são consideradas as colheitas de vários anos. A verificação da acidez se dá pela análise do solo, que indica inicialmente o pH e, também, a acidez potencial do solo (H+ + Al+3), que deve ser levada em conta para a recomendação de corretivos. É importante salientar que o cálculo da calagem deve levar em conta os diferentes métodos aplicados para diversas regiões do País. Os métodos analíticos utilizados por região são:
NC = (V2-V1).CTC/10 PRNT Em que: V2 é a saturação de bases desejada. No caso da cana-de-açúcar é suficiente V2 = 60%. V1 é a saturação de bases encontrada no solo. CTC é a capacidade de troca de cátions obtida pela soma de Ca, Mg, K, Na, H+Al. Observação: Recomenda-se que a necessidade de calagem determinada por este método seja corrigida com um acréscimo de 20%. Esse adicional se deve, sobretudo, à deriva da aplicação, à acidificação do solo pelo adubo e à decomposição do sistema radicular da cana-de-açúcar. No caso da incorporação do calcário atingir até 40 centímetros de profundidade, a quantidade de calcário será multiplicada por 1,5 - já que a fórmula acima considera a camada até 20 centímetros de profundidade. A aplicação do calcário deve ser uniforme em toda a extensão do terreno (Figura 1), de modo que haja grande contato entre as partículas do solo. Deve ser incorporado o mais profundo possível e anteceder o plantio, pelo menos, dois meses. Se o solo for originalmente muito ácido, deve-se monitorar a acidez das soqueiras por meio de análise do solo e, se possível, aplicar calcário antes dos tratos culturais.
A utilização de um calcário com PRNT mais baixo poderá indicar que haverá um poder residual de neutralização da acidez, que ocorrerá mais lentamente, podendo ser vantajoso para a cana-de-açúcar. A venda de corretivos é baseada no peso do material, sem levar em consideração o seu poder de neutralização. Deste modo, deve-se avaliar o custo da tonelada efetiva dos produtos. Informações Complementares: | ||||||||||
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sábado, 15 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
UFF promove evento sobre sustentabilidade e meio ambiente 11/9/2012
O programa Ações Sustentáveis na UFF, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex), promoverá um ciclo de palestras e debates sobre o tema “Sustentabilidade na Universidade” no dia 19 de setembro, das 9h às 13h, no auditório do Instituto de Geociências, Campus da Praia Vermelha, São Domingos, Niterói.
Os quatro profissionais que desenvolvem ações extensionistas na área de meio ambiente e desenvolvimento sustentável, e que vão discutir o tema são o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente, Luiz Felipe Guanaes Rego, da PUC-Rio; o coordenador do Projeto Ecorráuze, Ricardo Abranches Félix Cardoso Júnior, da UFF; a diretora da ONG “Tem quem Queira”, Adriana Gryner; e o diretor da Divisão de Preservação e Sustentabilidade, ligada à Preuni-UFF, Leonardo Nunes Couto.
Segundo os organizadores, a iniciativa é de fundamental importância para o envolvimento de diferentes áreas do conhecimento nas questões referentes à preservação ambiental. Para eles, diante do atual cenário de aquecimento global e de constantes crises climáticas é imprescindível que a universidade promova ações que não somente incentivem a reflexão e o debate sobre essas questões, como também viabilizem novas ideias e estratégias para lidar com esses problemas.
Os quatro profissionais que desenvolvem ações extensionistas na área de meio ambiente e desenvolvimento sustentável, e que vão discutir o tema são o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente, Luiz Felipe Guanaes Rego, da PUC-Rio; o coordenador do Projeto Ecorráuze, Ricardo Abranches Félix Cardoso Júnior, da UFF; a diretora da ONG “Tem quem Queira”, Adriana Gryner; e o diretor da Divisão de Preservação e Sustentabilidade, ligada à Preuni-UFF, Leonardo Nunes Couto.
Segundo os organizadores, a iniciativa é de fundamental importância para o envolvimento de diferentes áreas do conhecimento nas questões referentes à preservação ambiental. Para eles, diante do atual cenário de aquecimento global e de constantes crises climáticas é imprescindível que a universidade promova ações que não somente incentivem a reflexão e o debate sobre essas questões, como também viabilizem novas ideias e estratégias para lidar com esses problemas.
UFF Notícias - Superintendência de Comunicação Social (SCS)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
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